O Livro “A Riqueza das Nações” como Tema Inseparável da Unidade da obra de Adam Smith (Oitava Parte)

“As noções de alguns escritores tardios sobre um Estado de Natureza, e os princípios egoístas que supõem na humanidade, parecem surgir de uma visão parcial da natureza humana, retirada apenas do estado bruto e inculto; não do que aparece na condição da humanidade mais aprimorada e civilizada.” — Francis Hutcheson1

Depois de termos examinado as opiniões de Francis Hutcheson e David Hume sobre o pensamento de Bernard Mandeville (e, bem mais superficialmente, de Thomas Hobbes) vamos agora fazer o mesmo com respeito a supostas influências sobre o pensamento e obra de Adam Smith oriundas de Mandeville, Hutcheson e Hume. A justificativa para todo esse trabalho introdutório é facilitar o que traremos a seguir: o exame das conexões do livro A Riqueza das Nações com o restante da obra filosófica de Smith e os motivos pelos quais não existe nenhuma contradição entre elas.

As Principais Supostas Influências de Bernard Mandeville sobre Adam Smith

São três as supostas influências mais comumente apontadas:

  1. Mandeville e Adam Smith sobre a Natureza Humana, Virtudes e Vícios

Vimos que, na opinião de Mandeville, o ser humano é incapaz de praticar a virtude. Isso porque, segundo ele, virtude é algo incompatível com o interesse pessoal. Ou seja, a benevolência, a caridade, a solidariedade e qualquer outra atitude dos seres humanos só podem ser consideradas virtuosas se forem praticadas sem nenhum interesse pessoal, sem qualquer expectativa de reciprocidade. E, para Mandeville, nenhum ser humano é capaz de uma atitude como essa, pois todos agem, sempre, em última análise, movidos pelo interesse pessoal. E, pior ainda, frequentemente esse interesse pessoal toma a forma de um egoísmo predatório: para conquistar o que desejam, frequentemente seres humanos estão dispostos a pisotearem o direito de outras pessoas, causando-lhes danos, físicos e morais.

Vimos que Francis Hutcheson, ex-professor de Filosofia Moral de Adam Smith, concordou com Mandeville que o interesse pessoal é incompatível com a virtude. Mas discordou de que o fator predominante nas decisões de todos os seres humanos seja sempre, em última análise, o egoísmo. Hutcheson afirma que isso se aplica apenas a pessoas que se encontram num estado de consciência não cultivado. Mas que a conquista desse estado de consciência está ao alcance de todos os seres humanos – é uma possibilidade inerente à natureza humana.

Nesse ponto, Adam Smith discorda inteiramente de Mandeville e parcialmente de Hutcheson. Para Smith, o homem é capaz de praticar a virtude desinteressadamente, como negava Mandeville e afirmava Hutcheson. Mas ele argumenta também que, diferentemente do que afirma Hutcheson, o interesse pessoal não é necessariamente incompatível com a moralidade (virtude). Pois, “…os hábitos da economia familiar, trabalho, discrição, atenção e aplicação do pensamento, são supostamente cultivados a partir de motivações de interesse pessoal, e, ao mesmo tempo, são percebidos como qualidades merecedoras de reconhecimento, que fazem jus à estima e consideração de todos”.2 E “a condição da natureza humana seria peculiarmente difícil, se aqueles sentimentos que, pela própria natureza do nosso ser, devem frequentemente influenciar a nossa conduta, jamais pudessem parecer virtuosos, ou receber a estima e aprovação de ninguém”.3

Veremos que essas opiniões de Smith são muito importantes para que se possa compreender a conexão entre suas teorias ética e econômica, particularmente as causas do mal-entendido chamado “Adam Smith Problem”.

Adam Smith não se limitou, como Hume, a afirmar que Hutcheson já havia demonstrado inteiramente o erro de Mandeville. Como veremos mais adiante, ele foi além, dedicando um capítulo inteiro do seu livro A Teoria dos Sentimentos Morais para expor o que considerava serem falácias dos argumentos morais de Mandeville.

Após analisar, em capítulos anteriores da Parte VII do livro, os principais sistemas de filosofia moral existentes até a sua época, nos quais, em nenhum deles, se considera que os seres humanos só são capazes de praticar vícios, Smith se refere ao sistema de Mandeville, afirmando:

“Há, contudo, outro sistema que parece afastar completamente qualquer diferença entre vício e virtude, e do qual a tendência é, nesse sentido, completamente perniciosa: eu me refiro ao sistema do Dr. Mandeville”.4

O que se lê a seguir são discordâncias da maioria das ideias de Mandeville (e Thomas Hobbes) sobre a natureza moral dos seres humanos, examinadas num Capítulo que recebe o sugestivo título de “Sistemas Licenciosos”. Por exemplo:

“Dr. Mandeville não se satisfaz em representar o motivo frívolo da vaidade como a fonte de todas as ações que são comumente consideradas como virtuosas. Ele busca destacar a imperfeição da virtude humana em muitos outros aspectos… Tudo, de acordo com ele, é luxúria que excede o absolutamente necessário para o suporte da natureza humana, de modo que existiria o vício até mesmo no uso de uma camisa limpa ou de uma habitação conveniente”.5

Como já vimos, Mandeville aceitara o argumento de Puffendorf no sentido de que todas as pessoas se interessaram em fazer amigos, cultivar a cooperação e a sociabilidade, apenas por uma motivação egoísta, na expectativa de que isso lhes trará benefícios. Para Mandeville, portanto, esse tipo de motivação também é sempre inteiramente egoísta, interesseira e viciada. Adam Smith rejeita esse entendimento e explica que Mandeville não entendeu a diferença entre a motivação individual de receber elogios públicos de maneira vaidosa, frívola e imerecida e a satisfação de receber reconhecimento de maneira justificada e natural.

“O desejo de adquirir honra e estima fazendo jus de fato a esses sentimentos; e o desejo frívolo de elogio a qualquer preço, são completamente diferentes”.6

Mandeville e Adam Smith sobre a “Mão Invisível”

É comum o argumento de que a concepção de Smith acerca de uma “ordem natural” e uma “mão invisível” que exerce um papel importante na sua Teoria Econômica, teria recebido influência de Mandeville. Na verdade, o conceito de Adam Smith sobre a mão invisível é de natureza completamente diferente. Pois, para Mandeville, a mão invisível supostamente transformava vícios em benefícios públicos. E para Smith, eram atitudes individuais dos agentes econômicos, baseadas num legítimo self-love (amor-próprio), que podiam sofrer esse tipo de transformação.

Adam Smith não poderia ser mais enfático ao repudiar a afirmação de Mandeville de que o ser humano só é capaz de praticar vícios, e que esses vícios são transformados em “benefícios públicos” por meio da interação dos agentes econômicos nos mercados:

“A grande falácia do livro do Dr. Mandeville é representar cada sentimento como vicioso, em qualquer grau ou direção. É assim que ele trata todas as coisas como vaidade… e é por meio desse sofisma que ele chega à sua conclusão favorita, de que vícios privados são benefícios públicos”.7

De acordo com a visão de Adam Smith, “os vícios e loucuras da humanidade” devem ser sempre objeto de repúdio. E rigorosamente punidos pela justiça, na proporção dos danos que possam causar a outrem. O que pode ser transformado em benefícios para a sociedade é o legítimo self-love (amor-próprio), que inclui não somente a obtenção dos meios de sobrevivência, mas também o anseio prudente pelo progresso material. Na grande maioria das vezes, o legítimo amor-próprio é alimentado, também, pelo amor à família, e até mesmo a amigos(as) queridos(as). Confundir esse self-love (legítimo amor-próprio) com o selfishness (egoismo danoso, predatório) é um erro, dentre os que foram cometidos por Mandeville.

  1. Mandeville e Adam Smith sobre a Divisão de Trabalho

A divisão do trabalho, ou especialização da mão de obra, é o tema que dá início ao Volume I do Livro A Riqueza das Nações, constituindo o objeto de análise dos três primeiros Capítulos. Trata-se de um tema de importância crucial para todo o livro, uma vez que é, segundo a visão de Smith nele exposta, a condição fundamental para a viabilização do crescimento da renda e da riqueza (somente anos mais tarde, a partir da Revolução Industrial, o progresso tecnológico passa a ter também enorme importância).

O livro A Riqueza das Nações foi publicado em 1776. Seis décadas antes Mandeville publicou o seu livro intitulado “A Fábula das Abelhas: ou, Vícios Privados, Benefícios Públicos”. E nesse livro ele aborda o tema da divisão do trabalho. Para ele, esse é um dos benefícios públicos resultantes do vicio da luxúria. Pois a demanda por uma crescente quantidade e variedade de bens e serviços não poderia ser atendida sem a especialização da mão de obra.

Diante do fato incontestável de que Mandevile havia se referido à divisão do trabalho e sua importância para a produção de bens e serviços em escala crescente, se tornou comum a opinião de que as ideias de Adam Smith sobre esse tema foram influenciadas de modo significativo por ele. Não se pode afirmar que isso seja totalmente falso. Mas é perfeitamente possível que o seja, pelas razões que apresentaremos, brevemente, a seguir.

A história das ideias sobre a divisão do trabalho é bem mais antiga do que usualmente se imagina. Não há dúvidas de que Mandeville se referiu à importância desse conceito para o crescimento econômico antes de Adam Smith. Ocorre que ele também não foi o primeiro a fazer isso. Vamos apresentar aqui dois exemplos, não necessariamente exaustivos, de autores que abordaram o tema antes de Mandeville.

Ibn Khaldun (1332 – 1406), a quem já nos referimos em postagem anterior, considerado no mundo árabe o verdadeiro fundador da Economia Política, foi, me parece, o primeiro a formular uma teoria sistemática sobre esse tema.8 Para ele, a divisão do trabalho seria consequência direta da sociabilidade humana e da incapacidade dos indivíduos de satisfazerem sozinhos suas necessidades. A cooperação e a especialização são vistas como condições naturais para a sobrevivência e para o florescimento econômico. Ele descreve de que forma a especialização aumenta a produtividade, gera excedentes e permite o desenvolvimento de cidades e civilizações complexas. Somente a partir do século XIX a obra de Ibn Khaldun começa a se tornar mais conhecida no Ocidente. Não há nenhuma indicação de que Adam Smith a tenha lido.

Já William Petty (1623–1687) foi, sem nenhuma dúvida, muito conhecido por Smith. Petty foi um economista, cientista, médico e filósofo britânico fundador da “aritmética política” (precursora da Estatística, uma das principais disciplinas auxiliares da Teoria Econômica Moderna). Foi membro fundador da Royal Society, da qual Smith também viria a fazer parte, alguns anos depois.

Petty aborda a divisão do trabalho em diferentes obras, sem usar destacadamente essa terminologia. O conceito aparece em textos como “Verbum Sapienti” (1665), “Political Arithmetick” (1690) e “The Political Anatomy of Ireland” (1691), que são as obras nas quais Petty formula suas ideias econômicas mais importantes.

Smith menciona Petty explicitamente no livro A Riqueza das Nações, mas não no capítulo I, do Livro I, intitulado “Da Divisão do Trabalho”. Ele o cita em outros contextos, especialmente no Livro IV, Capítulo IX. Ao discutir teorias sobre a riqueza das nações, Smith faz referência aos autores da “political arithmetick”, da qual Petty foi o fundador incontestável.

É impossível afirmar que Adam Smith não tenha recebido qualquer influência de Mandeville acerca do conceito da divisão do trabalho. Mas é preciso ter em conta, pelo menos, dois aspectos incontestáveis: 1. Que Adam Smith não nutria simpatia pela maior parte das ideias de Mandeville; 2. Que existiu pelo menos mais uma fonte, além de Mandeville, e muito mais próxima e aceitável para Adam Smith (William Petty), de cuja abordagem ele poderia ter se beneficiado.

Finalmente, a extensão e profundidade do exame de Smith sobre o papel da divisão de trabalho no processo de geração de riquezas é incomparavelmente mais amplo que os de Mandeville e Petty. Vale ressaltar, aliás, a abordagem de Smith sobre as desvantagens potenciais da divisão do trabalho. Qual seja, o risco de um considerável dano ao bem-estar da grande maioria dos trabalhadores especializados, decorrente de um trabalho repetitivo e nada instrutivo, capaz de contribuir para a “estupidização”. Diante disso, Smith enfatiza a necessidade de uma fortíssima atuação compensatória dos governos no provimento de uma educação gratuita para os trabalhadores especializados (que passam a se dedicar, às vezes durante décadas, a um trabalho pouco criativo e repetitivo). 

  1. Mandeville e Adam Smith sobre Vícios, Demanda Agregada e Geração Sustentada de Riqueza.

Em “Remarks” (Observações), como as L, P e Y, do livro “A Fábula das Abelhas”, Mandeville argumenta que pecados como a luxúria e ambição seriam responsáveis por parte significativa da demanda por bens de consumo, que resulta na geração de empregos, renda e riqueza. Por outro lado, Mandeville endossa o malfadado argumento mercantilista de que a grande maioria da população de qualquer país precisa ser mantida na pobreza, para que uma pequena parte possa desfrutar da riqueza.

Já Smith ressalta em sua obra econômica a importância da prudência e frugalidade para a geração de poupança, indispensável para a realização de investimentos e geração de renda e empregos. E discorda enfaticamente da visão de Mandeville sobre a pobreza, argumentando que o progresso econômico só faz sentido se trouxer benefícios para toda a população – especialmente para os mais pobres.

Observe-se que, no intervalo da Teoria Econômica prevalescente entre Adam Smith (no século XVIII) e Keynes (no século XX), a ênfase sobre as possibilidades de crescimento econômico era sobre a oferta de bens e serviços e a produtividade, e não sobre a demanda. Keynes é considerado o fundador da Macroeconomia moderna especialmente por ter chamado a atenção para certas circunstâncias nas quais o desemprego e a recessão econômica podem resultar da falta de “demanda agregada efetiva”, e não de oferta. E, sobre esse tema específico, ele reconhece méritos nos argumentos de Mandeville.   

No final dos seus comentários críticos sobre o “sistema licencioso” de Mandeville, Smith faz uma ressalva: embora ele estivesse incorreto, não poderia ter feito tanto barulho no mundo se não tivesse, de alguma forma, beirado a verdade. “Contudo, por mais destrutivo que esse sistema possa parecer, ele jamais poderia ter imposto a um número tão grande de pessoas, nem causado um alarme tão geral entre aqueles que são amigos de melhores princípios, se não beirasse a verdade em alguns aspectos”.10 E observou que foi por causa da análise inteligente, embora equivocada, de Mandeville, sobre valores morais e ética, que se passou a perceber com mais clareza a conexão entre a voracidade dos desejos ilimitados e a geração de riqueza.

Considerações Finais

Antecipo-me aos meus improváveis leitores para apresentar uma crítica às visões que eu mesmo acabo de expor, na presente postagem: “George, é difícil aceitar seu argumento de que Adam Smith teria discordado da tese de Mandeville segundo a qual a maioria de nós seres humanos, somos egoístas (no sentido negativo da palavra), vaidosos, apaixonados pelo poder e riqueza material, incapazes de servir por servir, por simples beneficência (amor) desinteressada. Difícil também entender que você esteja de acordo com esse suposto repúdio de Adam Smith a essa visão inegavelmente realista de Mandeville. Que você, como economista que é há mais de 50 anos, pretenda negar que não poderia existir crescimento sustentado da riqueza não fossem os desejos ilimitados dos seres humanos e a sua luta para realizá-los”.

Minha despretensiosa resposta: “Eu não argumentei que Adam Smith pretendeu negar que nós, seres humanos, na prática, somos praticantes de todos esses vícios apontados por Mandevile. Eu também não argumentei que Smith nega que o empenho dos indivíduos em conquistarem a realização dos seus desejos materiais infinitos é importante para a geração sustentada de renda, riqueza e emprego.

O que eu argumentei foi que há uma distinção entre Ética e Ciência Positiva. E que essa distinção não poderia ter sido desconsiderada por Adam Smith, que foi um Filósofo Moral durante toda a sua vida adulta – antes de ter sido um economista. A Ética é um ramo da filosofia que estuda as coisas como elas deveriam ser. Por mais “irrealistas” e “utópicas” que possam parecer essas considerações (tal como ocorre com o “Imperativo Categórico” de Immanuel Kant. Ou o “Impartial Spectator” do próprio Adam Smith).

As críticas de Smith a Mandeville se dão no seu livro sobre Ética. A discordância do negacionismo e licenciosidade ética de Mandeville é um resultado óbvio da aceitação por parte de Adam Smith da tese do seu ex-professor Francis Hutcheson, de que todo ser humano tem a possibilidade de viver de acordo com a “ética das virtudes” (dos grandes filósofos gregos). Mas isso exige uma “consciência cultivada”. A conquista dessa consciência depende da vontade firme e disciplina dos indivíduos, mesmo que, em última análise, não possa dispensar a Graça Divina (e não de ensinamentos de governantes sábios, como queria Platão). Negar essa possibilidade é negar também a possibilidade de uma vida com propósito. E defender os vícios alegando que eles podem ser transformados em benefício público é um tipo inaceitável de “licença” que fundamente a expressão usada por Adam Smith para chamar os sistemas morais de Mandeville e Hobbes de “Sistemas Licenciosos”.

Quanto à contribuição que os desejos, a ambição, a luxúria, podem aportar para o progresso material, Adam Smith não a nega. E tomar partido da superação da pobreza, além de tentar demonstrar de que forma as nações a podem conquistar, é a posição e esforço que o tornou tão famoso – como filosofo moral e economista. Por outro lado, é também de Smith o entendimento de que o deslumbramento pelo acúmulo de riqueza se transforma numa das principais fontes de deterioração moral e infelicidade. Esta é uma tensão que está presente em toda a sua obra, especialmente a partir do momento em que ele decide escrever o livro A Riqueza das Nações. E essa tensão é apenas um exemplo de algo que faz parte da condição humana: como afirmou Immanuel Kant, de todas as coisas que podemos conceber neste mundo não há nenhuma que possa ser considerada como boa, sem restrição, exceto uma boa vontade.” 

Tentaremos aprofundar essa despretensiosa resposta ao longo das próximas postagens.

REFERÊNCIAS

1. Hutcheson, Francis, “An Inquiry into the Original of Our Ideas of Beauty and Virtue”, Preface to the 2nd edition (1726), p. xvi–xvii (ed. 1726);
2. Smith, Adam, “A Teoria dos Sentimentos Morais”, Glasgow Edition, Liberty Fund, VII.ii.3.16;
3. Ibid, VII.ii.3.18;
4. Ibid, VII.ii.4.6;
5. Ibid, VII.ii.4.11;
6. Ibid, VII.ii.4.12;
7. AL HAMDI, Mohamed Tahar. “Ibn Khaldun: The Father of Division of Labor.” In: Congreso Internacional Ibn Jaldún, 2006, Madrid. UNED.;
8. KEYNES, John Maynard. The General Theory of Employment, Interest and Money. London: Macmillan, 1936. Cap. 230;
9. Ibid,VII.ii.4.14.

Periodicamente, poderemos realizar reuniões online dedicadas exclusivamente a esclarecer dúvidas e compartilhar ideias sobre o conteúdo até então já disponibilizado neste blog.

Para mais informações entre em contato com a Organizadora do Autor: 

Jacqueline Lima
O ESPAÇO DE CRIAÇÃO
E-mail: oespacodecriacao@gmail.com

COMUNICADO:

O livro “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”, mais conhecido resumidamente como “A Riqueza das Nações”, é a obra mais famosa de Adam Smith. Composta por 5 livros (ou partes), foi publicado pela primeira vez em Londres, em março de 1776, pela casa editorial de William Strahan e Thomas Caldell. Uma segunda edição foi lançada em fevereiro de 1778, seguida por mais três: em 1784, 1786 e 1790, sendo esta a última edição feita em vida pelo autor.

O livro é amplamente reconhecido como um dos mais importantes da história. Ele aparece com frequência em listas sérias de obras mais influentes do pensamento ocidental, como a Modern Library, Great Books ofthe Western World e a Harvard Classics.

O estudo “Adam Smith Across Nations”, publicado pela Oxford University Press, é hoje a fonte mais sólida sobre a circulação internacional de A Riqueza das Nações. Foram produzidas centenas de edições e traduções do livro após a morte de Adam Smith, em muitos países e em pelo menos 18 idiomas. O livro é considerado o mais traduzido da história da economia.

Estamos agora nos primeiros dias do ano 2026. E 2026 – 1776 = 250. Ou seja, este ano marca o aniversário de 250 anos da publicação do livro A Riqueza das Nações.

Eventos de celebração desse aniversário ocorrerão ao longo do corrente ano, em vários países.

Quanto a nós, levaremos em conta uma constatação de amplo reconhecimento nas últimas décadas: a de que a leitura desse livro de forma separada foi a principal causa de numerosas controvérsias e mal-entendidos a seu respeito, e do pensamento do seu autor. Assim, a partir desta postagem, passaremos a abordar as proposições contidas no livro não de forma separada, mas, sempre que possível, relacionando-as com a unidade da obra do filósofo moral Adam Smith.

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